HISTÓRIAS DE ALPENDRE

Bruxa da Névoa


A Bruxa da Bruma comumente chamada de "Bruxa da Névoa".

Dizem que parece com uma velha horrenda, toda desgrenhada, de nariz adunco, olhos penetrantes e dentes semelhantes a presas. De braços compridos e dedos com longas garras, tem na corcunda duas asas negras como a de um morcego.

A Bruxa da Névoa avisa quando a morte vai chegar à mensageira do inevitável.

Acredita-se que a medonha aparição sirva de emissária da "morte".

Alguns habitantes do sertão do Seridó, dizem ter visto a cara dessa bruxa; outros conhecem a velha agourenta apenas por marcas de garras nas janelas ou por um bater de asas, grandes demais para pertencer a um pássaro, algumas pessoas a chamam de ave de mau agouro, que anuncia ou traz desgraças.

Uma noite, um hóspede do casarão da fazenda Barra acordou com o som de uma mulher se lamuriando e gemendo com Agouro terrível abaixo de sua janela. Abriu a janela e olhou para fora, mas a escuridão envolvia tudo.

Em seguida ouviu o bater de asas imensas. Os misteriosos sons assustaram tanto o visitante que este voltou para cama, não sem antes acender um lampião que ficaria aceso até o amanhecer.

Na manhã seguinte, indagando se mais alguém havia ouvido tais barulhos, a sua anfitriã confirmou os sons e disse que seriam da Bruxa da Nevoa, que estava avisando de a morte esta por perto.

Mesmo sem haver um membro doente na família, todos moradores do casarão ficaram perplexos.

O visitante não acreditou muito nessa estória e foi cavalgar pelo campo.

Começou uma fina chuva, e o tempo estava bem fechado naquela manhã na fazenda, então o visitante resolveu passar aquela chuva fina debaixo de uma frondosa árvore que havia no campo, de repente um relâmpago caiu bem em cima da árvore matando assim o coitado.

Mais uma vez a velha Bruxa Bruma confirmava a morte com seus agouros e não tem como fugir de seu destino.

Fonte: Manoel Medeiros, para OpenBrasil.org
Foto: A/D - Arquivo OpenBrasil.org

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