HISTÓRIAS DE ALPENDRE

Casa Mal Assombrada - História de Terror (parte 2)


“Vamos sair da casa agora.” – gritou Gabriel, puxando a filha e esposa pela mão.

Os três correram para a sala para sair da casa quando entraram no vão principal. Diante da porta estava a velha e dois homens mais jovens, também sem olhos e pele acinzentada, vestindo trapos velhos e sujos.

“O que vocês querem?” – Gritou Carol.

Um dos homens apontou para cima. Os três olharam e se viram pendurados no teto pelo pescoço, enforcados e mortos sem os olhos. Giovanna começou a chorar e abraçou os pais.

“Não tenha medo filha.” – disse o pai puxando seu escapulário para fora da camisa que tinha em seu pescoço.

Gabriel estendeu sua mão mostrando o escapulário que usava. A velha gritou, sua boca abriu como se ela fosse engoli-los e do vazio onde seria seus olhos saia fogo. Os dois homens estavam grunhindo como se tivessem com medo e correram para traz da velha que por sua vez continuava abrindo a boca.

Gabriel, Carol e Giovanna começaram a andar em direção à porta principal. Gabriel continuava com a mão estendida mostrando o seu escapulário e os fantasmas iam se afastando na direção oposta. A velha soltou um berro de ódio e milhares de abelhas começaram a sair de sua boca rodeando a família, porém nenhuma foi capaz de tocá-los então Giovanna abriu porta rapidamente e todos saíram da casa.

“Meu Deus.” – exclamou a moça.

Quando todos olharam para fora puderam ver centenas de fantasmas, não eram maus, eram prisioneiros dos fantasmas perversos que os atormentavam.

Carol lamentou pelas almas, mas não havia nada que pudessem fazer. Os três continuaram caminhando de costas cercados de abelhas e espíritos até a cerca que dividia a casa mal assombrada com a velha estrada de barro, os três fantasmas sempre seguindo eles gritando e tentando alcançá-los. Quando passaram pela cerca de frente do casarão o silêncio tomou conta do lugar, o único som que se escutava vinha dos grilos e do vento. Olharam para casa e o lugar estava vazio, a única coisa que viram era seu carro.

“Deixa esse carro velho ai.” – disse Gabriel, sorrindo para a mulher e filha.

“O que é isso que você tem ai?” – perguntou Giovanna apontando para o escapulário do pai.

“Eu recebi este escapulário de uma casal com grande sabedoria, meus tios, quando eu ainda era criança.

Eles sempre tinham um ensinamento para me dar, e me disseram: receba, este escapulário do Sagrado Coração de Maria “Nossa Senhora” e do Sagrado Coração de Jesus, ele é sinal da salvação, defesa nos perigos, aliança de paz”. Quem segue Jesus e é devoto de Maria Santíssima, caminha a passos seguros no caminho da salvação. Este escapulário é seu protetor contra os maus espíritos e perigos, você deve usar sempre.

Enquanto saiam da propriedade dois olhos flamejantes de fogo vermelho os observavam pela janela de dentro casa mal assombrada.

O única coisa que a velha podia fazer era esperar por novos visitantes desavisados.

Quando chegaram à cidade mais próxima comentaram do acontecido com alguns dos moradores e eles disseram que aquela casa era de uma bruxa que foi queimada na fogueira pelos moradores da região a mais de duzentos anos atrás e seu espírito ainda continuava lá espalhando a maldade pelo lugar, ninguém se atreve a entrar lá então o local abandonado.

Dizem que se você passa por aquela estrada à noite, pode ver a velha bruxa dentro da casa te convidando para entrar.

LEIA AGORA: Casa mal assombrada - História de terror (parte 1)

Fonte: Gabriel G. Monteiro de Almeida, para OpenBrasil.org
Foto: A/D - Arquivo OpenBrasil.org

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