HISTÓRIAS DE ALPENDRE

Folha Seca Pelo Vento é Sertanejo em Capital


Tanto sorriso eu dei pela viagem
Mas perdi toda coragem, quando tudo terminou
Lembrei do meu torrão quanto desgosto,
A lágrima desceu no rosto
Todo o meu pranto rolou.

E agora é só fumaça
A minha frente o que se passa não tem graça sem sertão
Não tem cantar de passarinhos, não tem ninhos, nem juremas
Nem o voo do gavião
Cadê a poesia e a viola
Nas noites de luar,
Meu passatempo é ver um touro bravo
Da mugidos pelos ar
De cima de pé de cajá eu vejo a passarada
Beber água num barreiro da fazenda Alagamar.

Não vou ficar aqui muito tempo
Folha seca pelo vento é sertanejo em capital
Bater de porta em porta mendigando ou então finda virando um perigoso marginal.

A saudade aqui me mata vou-me embora pro sertão
Deixar esta vida ingrata
E ter de volta meu coração.

Composição‎: Gilson di Moura
Música: Fazenda Alagamar / CD - Dunnas
Foto: A/D - OpenBrasil.org

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